V ENCONTRO REGIONAL DO FÓRUM DE SÃO PAULO: PCB PRESENTE
Realizou-se em Montevidéu, nos dias 12 e 13 de dezembro, com a presença de dezoito organizações de esquerda do Uruguai, Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia e Cuba, o V Encontro Regional do Fórum de São Paulo.
Na abertura do evento, o Secretariado do Fórum, representado pela Comissão de Assuntos Internacionais da Frente Ampla do Uruguai, destacou a importância do encontro como adiantamento da realização, em maio de 2008, do 14º encontro do Fórum de São Paulo. A mesa estava composta pelo secretário político do PC chileno (Lautaro Carmona Soto), e pela Comissão Internacional do Frente Amplio (representada por Heber Nuñez).
Iniciados os debates, Nuñez, do Frente Amplio uruguaio, discorreu sobre a experiência do trabalho de frente naquele país, destacando a experiência de convivência entre cristãos, marxistas e ex-guerrilheiros tupamaros. O representante do Paraguai destacou a necessidade de construção de uma alternativa que possa vencer as oligarquias do Partido Colorado – do candidato Oviedo –, com a candidatura do oposicionista Bispo Lugo, amparado pelo Frente Patriótico e por organizações indígenas.
No debate sobre as perspectivas da esquerda no Chile, o representante do PC chileno destacou a continuidade do projeto neoliberal da concertação socialista que governa o Chile, ressaltando que só as amplas massas, com um projeto de novo tipo, podem alterar a atual situação. Os peronistas argentinos destacaram que, após a queda do muro, os caminhos da unidade terão que ter uma matriz latino americana.
Sobre o Brasil falaram os representantes do PCdoB e do PT através de Olívio Dutra (ex-ministro de Lula), que destacaram os avanços das políticas públicas e o PAC. O representante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), camarada Oneider Vargas, analisou a adesão de Lula ao neoliberalismo e o abandono do Programa Democrático Popular que o elegeu. Oneider caracterizou o PAC como um programa capitalista para a inserção subalterna do Brasil no mercado mundial, referindo-se também, neste mesmo sentido, à atividade agroexportadora, que chamou de senzala tecnológica.
O Encontro discutiu, ainda, a questão do Haiti. Neste ponto, os representantes da Comissão Executiva Nacional do PT e um deputado do Frente Amplio uruguaio, que estiveram no país caribenho, reconheceram que a presença das tropas brasileiras naquele país em nada modificou a situação de barbárie do Haiti. O PCB assinou uma resolução de consenso que propõe a retirada paulatina das tropas brasileiras, seguindo o exemplo de Cuba e Venezuela, que não enviaram militares mas técnicos e alimentos para reconstruir o Estado nacional haitiano após o golpe do imperialismo ianque.
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